|
|
|
|


Fenomenologia do raio:
A descarga atmosférica é um fenômeno de natureza elétrica, com origem nas nuvens chamadas CB ( cumulus nimbus ) e formada em meio às correntes de ar ascendentes e descendentes que coexistem no interior dessas nuvens. Esta configuração resulta em diferencial de cargas, separadas verticalmente entre o topo e a base da nuvem. Este fenômeno dá origem a elétrons livres, que começam a se depositar na base da nuvem. Devido a esta concentração, ocorre um aumento no campo elétrico entre a nuvem e o solo, quando, eventualmente, pode ser ultrapassado o limite dielétrico do ar, ocasionando uma descarga elétrica.
A corrente do choque faz com que a temperatura do ar chegue a 30000° , provocando uma expansão do ar ao redor do raio e, conseqüentemente, uma onda de choque, o trovão.
O pára-raios:
Podemos definir o pára-raios como um conjunto de elementos compostos de :
- Sistema de captação aérea.
- Sistema de descida, que liga o captor ao aterramento.
-
Sistema de aterramento, por onde a descarga se dissipará.
Os captores tem a função de receber os raios.
Os cabos de descida conduzem as correntes dos raios recebidas pelos captores até o aterramento, reduzindo ao máximo as descargas laterais e os campos eletromagnéticos no interior da estrutura.
O aterramento tem a função de dispersar no solo a corrente recebida pelos cabos de descida. Deve ter capacidade térmica suficiente para suportar o aquecimento produzido pela passagem da corrente elétrica e resistir à corrosão provocada pelos agentes agressivos encontrados nos diferentes tipos de solo.
Área de proteção:
Sabe-se
que a área de proteção de um para-raio não é estática e previamente
definida, dependendo de fatores dinâmicos, tais como:
Forma da estrutura a ser protegida.
Massas metálicas e objetos metálicos na parte externa da edificação.
Variações térmicas.
Intensidade do campo elétrico da região a ser protegida etc.
Métodos de proteção:
Método Franklin:
É baseado na proposta feita por Benjamim Franklin, tendo sofrido várias modernizações. Conforme a norma vigente, os pára-raios do tipo Franklin são instalados para proteger o volume de um cone, onde o captor fica no vértice e ângulo entre a geratriz e o centro do cone, variando de acordo com o nível de proteção e a altura da edificação ( NBR5419/2001).

Método Gaiola de Faraday:
Este método, o mais utilizado na Europa, é baseado na teoria de Faraday, segundo a qual, o campo no interior de uma gaiola é nulo, mesmo quando passa por seus condutores uma corrente de valor elevado. Para que o campo seja nulo é preciso que a corrente se distribua uniformemente por toda a superfície. O método consiste em instalar um sistema de captores formado por condutores horizontais interligados em forma de malha. Quanto menor for a distância entre os condutores da malha, melhor será a proteção obtida ( NBR 5419/2001).
O Corpo de Bombeiros exigirá a instalação de pára-raios em:
1 ) Edificação e estabelecimentos industriais ou comerciais com mais de 1500 m2 de área construída
2 ) Em toda ou qualquer edificação com mais de 30 metros de altura ( 10 andares )
3 ) Áreas destinadas a depósitos de explosivos e inflamáveis
4 ) Em outras edificações a critérios do Corpo de Bombeiros quando a periculosidade se justificar.
Para melhor visualização usar resolução 800x600 pixels
© 2003 - Navi Consultoria e Engenharia Ltda - Todos os direitos reservados